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Daniel Bordignon

Maestro Daniel Bordignon

Dedicação à Música e ao Ensino.

Licenciado em Direção Orquestral pelo Instituto e Faculdade Alpha (Brasil), Daniel Bordignon é também graduado em Direção para Banda pelo Conservatório Dramático Musical de Tatuí (2.ª Sala de Regência Brasileira), onde estudou sob orientação do Maestro Dario Sotelo. Possui ainda formação em Trompete pelo Conservatório Dramático Musical de Tatuí, Licenciatura em Música com Habilitação em Educação Musical pela Universidade Vale do Rio Verde – UNINCOR (Minas Gerais) e formação superior em Gestão e Administração Pública pela UNINTER. É Regente Profissional da Ordem dos Músicos do Brasil, com Registo Federal n.º 75070.

Complementou a sua formação com seis especializações nas áreas de Regência para Bandas (Orquestras de Sopros), Regência Coral, Música de Câmara, Pedagogia e Performance de Instrumentos de Metais, Gestão de Projetos Musicais e Práticas Musicais em Espaços Religiosos, mantendo um percurso de constante aperfeiçoamento artístico e pedagógico.

Natural de São Paulo, iniciou o seu percurso musical aos seis anos de idade na fanfarra da escola, orientado pelo professor Walter de Paula. Prosseguiu os seus estudos com os professores 1.º Sargento Carlos Abraão da Silva e Josuel da Silva, aprofundando posteriormente a formação em trompete com Levi Martins, Elton Abadil e Renato Vasconcelos. Aos 15 anos iniciou a sua experiência como formador e dirigente musical na Banda Marcial da Escola Firmino Ladeira, onde permaneceu durante mais de oito anos.

Paralelamente ao trabalho como instrumentista, aprofundou os estudos de composição, análise musical e regência com alguns dos mais prestigiados nomes da música brasileira e internacional, entre os quais Gabriel dos Santos, Paulo Gazzaneo, António Freire Mármora Filho (Niquinho), Sergio Igor Chnee (Rússia), Dario Sotelo, Isaac Karabtchevsky e Dr. Matthew George (EUA). Participou ainda em diversos congressos, seminários e festivais internacionais de regência, destacando-se o Festival Internacional FIRSC, na Finlândia, o Festival Internacional Carlos Paz, na Argentina, e os Seminários de Regência do Conservatório de Tatuí.

Ao longo da sua carreira assumiu a direção artística e musical de numerosas bandas, orquestras e projetos educativos, entre os quais a Banda Sinfónica Jovem Mario Portes, a Orquestra Sons da Educação, a Banda Sinfónica de Mogi das Cruzes, a Banda Sinfónica Jovem de Mogi das Cruzes, a Orquestra Sinfónica Geração Nova União, a Banda Sinfónica do Conservatório de Tatuí e a Brasil Filarmônica Wind Orchestra, dirigindo concertos de grande destaque como Grandes Sucessos do Cinema, Brasileiríssimo, Grandes Clássicos… Grandes Compositores, Um Carrossel Sinfónico, Concertos de Inverno, Gran Finale, Adoniran Barbosa – Tributo Sinfónico e diversos espetáculos dedicados à música popular brasileira.

Em 2008 criou o Concerto Didático Itinerante, espetáculo pedagógico destinado à divulgação dos instrumentos musicais junto das escolas, que alcançou mais de 15 mil crianças. Foi igualmente responsável pela produção dos DVDs Do Erudito ao Popular... Uma Aquarela de Estilos e Retratos do Tempo.

É reconhecido como um dos grandes impulsionadores do ensino musical no Brasil, sendo criador do projeto "Pequenos Músicos… Primeiros Acordes na Escola", considerado um dos maiores programas públicos de educação musical do país. Durante 16 anos dirigiu este projeto, proporcionando formação musical a mais de 11.700 crianças e jovens, criando mais de 120 postos de trabalho para músicos e contribuindo para a integração de centenas de alunos no ensino superior e na carreira profissional.

Foi fundador da Associação de Diretores de Bandas de Mogi das Cruzes, presidente da entidade durante três mandatos, presidente do Conselho Deliberativo da extinta Confederação Nacional de Bandas do Brasil (CONABB), membro da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM) e Diretor Nacional de Música do Conservatório Musical das Igrejas Presbiterianas do Brasil (CONMIPIB). Exerceu igualmente funções como coordenador, professor e assessor técnico dos cursos de pós-graduação em Direção Orquestral e Direção para Bandas do Instituto e Faculdade Alpha.

Em Portugal, onde reside desde 2023, fundou o Coro Satense Cónego Albano Martins de Sousa, dedicado à valorização do património musical do Cónego Albano Martins de Sousa e à divulgação da música coral portuguesa, promovendo diversas estreias mundiais de compositores portugueses, incluindo obras de Carlos Paixão e Gabriela Almeida. Com este projeto participou em programas da RTP, nomeadamente Praça da Alegria e A Nossa Tarde.

É igualmente fundador e diretor artístico da Orquestra Sinfónica do Sátão, criada em parceria com o Conservatório Regional de Música Dr. José de Azeredo Perdigão, Diretor Artístico e Maestro da Sociedade Filarmónica de Moimenta da Beira, Diretor Pedagógico e Maestro da Escola de Música do Touro, onde criou a Orquestra Experimental da Escola de Música, e Maestro do Coro da UNISE – Universidade Sénior de Moimenta da Beira, desenvolvendo um reconhecido trabalho de formação artística.

Como autor, desenvolveu o método de musicalização infantil "Castelo Forte", destinado ao ensino da flauta de bisel, obra que alia princípios da pedagogia musical contemporânea à formação técnica e artística das crianças.

Ao longo da sua carreira recebeu 34 distinções nacionais, entre as quais a Batuta de Ouro Revelação, diversos prémios de Melhor Regente em concursos nacionais de bandas e orquestras, distinções como Melhor Gestor de Projetos Musicais e vários reconhecimentos pelo trabalho desenvolvido na formação musical, na gestão cultural e na direção artística.

Reconhecido pelo rigor técnico, sensibilidade artística e forte vocação pedagógica, Daniel Bordignon continua a dedicar a sua atividade à formação de músicos, ao desenvolvimento de projetos culturais e à valorização da música sinfónica, coral e filarmónica em Portugal e no Brasil.